quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Carta para quando o outubro de 2014 chegar

Estamos próximos ao mês de outubro de 2013. Mês significativo quando projetamos um ano adiante. Em outubro de 2014 teremos novamente eleições dos nossos representantes a nível Federal e Estadual.

 Temos assistido a vários acontecimentos nos últimos meses cujo estopim é a política ou os políticos atuais. Um dos motivos da atual situação de protestos também já entrou na contagem regressiva de um ano. É a copa do mundo. A realização de tal evento ensejou uma demanda de obras que na realidade não poderiam ou deveriam estar acontecendo. Outras prioridades teríamos. Alias, esta é uma palavra chave para o moderno administrador, juntamente com a tal da transparência (ética).
Por todos os cantos opiniões diversas são ouvidas. Algumas ações foram deflagradas como as manifestações de rua, mas verifica-se ainda a ocorrências de fatos absurdos. Continuamos estarrecidos com a falta de sensibilidade e de moral dos nossos representantes oportunistas. É importante salientar também a nossa própria insensatez na hora de escolhermos os que nos representarão.
Gostaria de chamar a atenção de todos os cidadãos também para o calendário distribuído pelo TSE que define o mês de maio de 2014 como prazo final para a transferência do Título de Eleitor. Essa ação pode ser encarada como uma autentica manifestação do povo contra os que não têm a lealdade e dignidade para com os seus eleitores. Os maus representantes devem ser eliminados e outros dignos devem ser eleitos.
Muitos partidos políticos existem, mas na verdade todos são frutos dos seus integrantes. Se tivermos pessoas dignas, teremos partidos dignos.

Se você não mais aceita essa submissão e quer se manifestar de uma forma coerente e patrioticamente, sem os atos de vandalismo que normalmente acontecem nas atuais demonstrações da indignação da população sabe-se lá com quais interesses, atualize o seu domicílio eleitoral de forma a contribuir com a democracia elegendo representantes confiáveis e que traduzam em leis os verdadeiros anseios da população.

Fiquem atentos as propostas dos possíveis candidatos e não se iludam com o profissionalismo das equipes de marketing a disposição dos mais abonados. Lembre-se que as plataformas devem ser coerentes com o cenário da nação e anseios da população.

Esmola demais, nós santos devemos desconfiar.

José Roberto Correia FRANÇA

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Deus e os generais

 Autor: Alexandre Garcia

Fez porcaria e agora empurra para Deus? “Deus vai ajudar.” Como assim? Você não se ajudou e agora quer que Deus resolva? Ah, os generais vão resolver? Como assim? Eles intervieram, em 64, o Brasil cresceu a 11,2 em média em três anos e depois devolveram o poder aos civis. Os civis e seus partidos tiveram quase 30 anos para pegar um país pronto e disparar como a China. O que houve? Más escolhas na urna? Não é de Deus a culpa. 

Alguns choram de novo à porta dos quartéis, achando que os generais devem voltar para socorrer os pobrezinhos imaturos, com medo da maioridade, querendo ser tutelados. Ora, resolvamos nós, cidadãos. Nem Deus nem os generais vão nos tutelar. Fazemos as porcarias e depois choramos como uns bebês? Até parecemos jogadores da seleção brasileira. Assumamos nossos votos nas urnas. Nossas passividades, nossas alienações. Paguemos nossos pecados. Deixemos de ser pueris. Sejamos adultos, responsáveis.


Pobre país que fica esperando pelos outros. O país somos nós. Mês que vem é o mês do 7 de setembro, da Semana da Pátria, da Independência. Para meditar. Será que vamos encher nossos carros de bandeirinhas, como na Copa? O Brasil somos nós. Não é uma equipe de futebol, como nossa infância tardia imagina. É um país em que vamos viver nossa velhice, com nossos filhos e netos. Se continuar assim, nos estamos condenando ao nada, ao não-futuro. Será que não vamos acordar, células que somos do gigante deitado em berço esplêndido?

Sim, devemos ter mesmo complexo de vira-latas, como nos joga na cara o governo. Quando o país vai dando certo, julgamos que não merecemos, que estamos abaixo do cavalo do bandido, e damos um jeito de estragar tudo. Damos um jeito de piorar o que está ruim. Nossa ignorância para a cidadania, para o mundo, para a civilidade, para a civilização é gigantesca. Nossa ignorância, por outro lado, nos permite suportar tudo, porque não conhecemos a realidade e na tapera em que vivemos, imaginamos habitarmos num palácio.


É para isso que somos mantidos longe da educação; que as escolas estão caindo, que os professores são mal-formados e mal-pagos; é para isso que o ensino é pífio, que ninguém lembra os pais de suas responsabilidades, ninguém condena os pais pelo mau exemplo de sonegar, pagar propina, passar o sinal fechado, não ensinar que a lei serve para que todos sejamos livres e felizes. E vamos despencando. 

Volta e meia temos uma chance, na urna. Mas, em geral, não aproveitamos. Preferimos esperar que tutores imaginários um dia nos salvem. Podem esquecer. Não há força fora de nós.
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Experimentem dar mais um mandato para o PT...Não reclamem depois dizendo que não sabiam.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O militar e a política

O militar foge da política como o diabo foge da cruz. Querer falar de política junto à família militar é angariar antipatia e encontrar resistências daqueles que estão na reserva do “exército dos apolíticos”, daqueles que não gostam de política e não votam em militar.
A esses companheiros, com pesar, tenho lhes dado os meus mais sinceros pêsames!
Sabe por quê? Vou lhe dizer.
Quando se trata de reivindicar o aumento dos vencimentos e proventos, são as esposas que, corajosamente, vão bater panelas na frente do Congresso Nacional, enquanto, nós, disciplinados e ordeiros, ficamos acantonados nos quartéis. Que belo exemplo (das nossas esposas) para os nossos filhos.
E mais, quando se trata de opinar sobre o que melhor atende aos interesses da Força, como no caso da compra dos aviões pela FAB, a nossa opinião não vale nada, pois além de não sermos ouvidos, somos, simplesmente, ignorados. Quanto e quem ganha com isso? E tudo porque somos apolíticos.  
Pura bobagem. Enquanto pensarmos assim, vamos ficar marcando passo. Essa história de bater no peito cheio de medalhas, dizendo que somos apolíticos, de esbravejar que militar não gosta de política e não vota em militar, que na política só existem corruptos e o militar não se corrompe precisa acabar.
Quem é que disse que para estar na política é preciso ser corrupto?   Também, é bom que se diga: nem todos os civis que militam na política, graças a Deus, são desonestos.
Como já dizia Arnold Toynbee, célebre historiador inglês: "O castigo maior para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam dela".
Veja o drama político atual, sinta e constate quem adora política. Estamos entre a cruz e a caldeirinha: se correr o bicho pega (Serra) e se ficar o bicho come (Dilma). Ambos “morrem de amores pelos militares”.
De nada adianta prantear o defunto dentro dos Clubes, Círculos e Associações Militares, de escrever belos e patrióticos artigos nos jornais, e pela internet, para extravasar a nossa indignação. Isso não vai resolver os nossos problemas e, tampouco, os problemas que afligem o povo brasileiro.
Se não contarmos com uma forte representatividade no Congresso Nacional, vamos continuar sendo, simplesmente, componentes das Forças Armadas, obsoletas, desnutridas, desmotivadas, desequipadas, e sem força alguma; assistindo, passivamente, por exemplo, um conceituado chefe militar como o General Maynard Marques de Santa Rosa ser destituído de suas funções, simplesmente porque ousou dizer a verdade.

Carlos Gomes da Silva

Vereador-Piracicaba/SP


Postado pelo citado autor na internet em 2010.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Um tema sempre atual, infelizmente.

Corrupção é palavra que voga na atualidade. A história brasileira é repleta de exemplos. Porém muitos períodos, foi “proibido” falar e apurar a corrupção. Ela não é prática só das elites dirigentes. A palavra corrupção em sua definição, expressa a oposição, a negação daqueles valores que consideramos, ou pelo menos deveríamos considerar como sustentáculos do bom andamento das relações intrapessoais e sociais, que são necessárias para a realização humana. 

Corromper, portanto, é o ato pelo qual se adultera, se estraga algo físico ou moralmente. A repercussão é de maior ou menor amplitude, conforme a ação que se realiza. As causas são praticamente inesgotáveis, pois envolvem problemas estruturais, sociais e pessoais.

 A corrupção política, ou a corrupção na política de uma determinada sociedade deteriora as próprias estruturas da sociedade, uma vez que a política é o cuidado com o que é coletivo, de todos, é a busca de soluções para os problemas que a sociedade como um todo enfrenta. A corrupção na política é aproveitar-se, apropriar-se do que é coletivo, em benefício próprio. É roubar. Se os agentes públicos – os políticos – são corruptos, e/ou se associam a agentes privados corruptores, a saúde da sociedade corre sérios riscos. Faltando o respeito pelo que é de todos, prevalece no comportamento de cada um o vale tudo, o “levar vantagem” em tudo, o enganar para escapar ileso de eventuais punições. 



No Brasil, corrupção está espalhada pelos diferentes setores e níveis da atividade política: no executivo, no legislativo e no judiciário, do nível federal ao nível municipal. Faz parte também dos comportamentos das empresas privadas que trabalham para o governo em obras e serviços ou que dele defendem para autorizações e legislações de suas atividades.
No legislativo e no executivo ela é pior do que no judiciário, porque estes poderes mexem diretamente com o dinheiro e com as legislações. Os legislativos costumam ser comparados com balcões de negócios. O executivo nacional já chegou até a criar mecanismos para a lavagem de dinheiro sujo, obtido com o narcotráfico ou com a corrupção – como as contas CC5 autorizadas pelo Banco do Brasil.





A sociedade clama justiça, onde a maioria dos casos a impunidade torna-se aliada das empresas, das gangs, autoridades e maus funcionários, há quem diga que um terço do que se gasta nos governos se esvai pelos ralos da corrupção. Isto tudo é dinheiro coletivo que se perde, deixando de atender, com ele, uma grande quantidade de necessidades sociais.

A exclusão social é resultado da lógica de funcionamento do sistema econômico vigente no país, orientando para a acumulação sem fim do capital. Este sistema é hegemônico, hoje no mundo inteiro e está levando à exclusão de cada vez mais populações e até países inteiros. Esse sistema se relaciona com a corrupção na medida em que na sociedade capitalista as pessoas não são vistas como cidadãos, mas como consumidores. Um cidadão tem direitos que a sociedade deve entender, tenha ele dinheiro ou não. Um consumidor terá suas necessidades se tiver dinheiro para isso. 

A corrupção dá acesso ao dinheiro, mas a corrupção também agrava a exclusão, deixando de gerar empregos, de prestar serviços ou de construir equipamentos coletivos necessários à elevação dos níveis de vida. 


Para mudar este quadro, em primeiro lugar é preciso que cada um de nós, na sua vida cotidiana, atue de forma limpa, pensando nos outros, alertando todos que pudermos para os males da corrupção e a verdadeira função do político, trabalhando para que sejam eleitas pessoas dignas de exercer mandatos políticos, denunciando toda improbidade que chegue ao nosso conhecimento, etc, isto é, tornando-se um agente de mudança pelo fim da corrupção. 

Ela só acabará se a sociedade criar uma repulsa à corrupção tão forte como já se conseguiu fazer com a tortura. 

Uma sociedade precisa de pessoas com valores pois quanto mais publica for a política, mais ela coíbe a corrupção, que é o câncer da política brasileira.

domingo, 20 de julho de 2014

O CENTÉSIMO MACACO

 A história do centésimo macaco começou numa ilha chamada Kochima, no JAPÃO. Em 1952, cientistas observavam a espécie macaca fuscata em seu ambiente natural. O estudo do comportamento da espécie levou os cientistas a jogar batatas-doces cruas nas praias da ilha e a observar as reações dos macacos. As batatas agradaram aos macacos, exceto pela areia que as impregnavam. 

Um belo dia, os cientistas flagraram uma fêmea, de um ano e meio de idade, lavando as batatas-doces num rio próximo à praia onde eram jogadas as batatas. Eles passaram a chamar a fêmea de Imo (quer dizer primeira ou algo bem próximo). A jovem fêmea Imo continuou a lavar as batatas-doces que apanhava na praia todos os dias e as saboreava como nenhum outro membro da espécie. Seu gesto tornou-se rotina. O prazer em comê-las, passou a ser imitado por outros membros do grupo. Um a um, os macacos passaram a imitar a jovem macaca Imo até que, em 1958, o centésimo macaco adotou o hábito de lavar batatas-doces, antes de comê-las, e este costume se incorporou como novo padrão de comportamento do grupo.

Esta experiência passou a ser conhecida como o fenômeno do centésimo macaco, e nos fala do processo de mudança de comportamento de um grupo, a partir da mudança de atitude de um indivíduo do grupo.

 PARA AQUELES QUE SEMPRE ENCONTRAM DESCULPAS PARA DEIXAR DE AGIR DE FORMA ARROJADA, OU ATÉ DE FORMA ADEQUADA, ESTÁ AQUI A EXPERIÊNCIA CIENTÍFICA QUE COMPROVA O ENORME PODER QUE O ELEMENTO TEM EM TRANSFORMAR-SE, EM INFLUÊNCIAR OUTROS ELEMENTOS E MUDAR O PADRÃO DE COMPORTAMENTO DO GRUPO.

         Pode-se e deve-se mudar a dura realidade dos indivíduos, das empresas, das instituições e dos pais, a partir de uma mudança de enfoque. Muitas pessoas estão sempre prontas a serem os centésimos, aqueles que, ao aderirem, consolidam um novo padrão de comportamento, aliá, ato de fundamental importância no processo de mudança. Mas onde está o primeiro???

ESTÁ AO ALCANCE DE TODOS DESTRUIR VELHOS E ENRAIZADOS HÁBITOS E FORJAR NO GRUPO UM NOVO PADRÃO DE COMPORTAMENTO. O QUE SE PRECISA É ANULAR O ENFOQUE. PORQUE SER O CENTÉSIMO, SE PODEMOS SER O PRIMEIRO E DESFRUTAR O DELEITE RESTRITO DO PERCURSO, O VERDADEIRO CIDADÃO, O HERÓI DE VERDADE.